Último dia do Folkcom 2017 traz mesa redonda com abordagem sobre festejos juninos e parcerias público-privadas

Campina Grande, 30 de setembro de 2017  ·  Escrito por Érica Ribeiro  ·  Editado por Tamyres Dysa  ·  Fotos de Coordenação Audiovisual Folkcom

A Mesa Redonda realizada na manhã dessa sexta-feira (29), foi mediada pela professora Giseli Sampaio (UNINASSAU/FIP) e trouxe como pauta as questões das parcerias dos festejos juninos, que trouxe como objeto de discussão o Maior São João do Mundo, onde durante 30 dias, entre os meses de junho e julho, promoveu uma grande festa junina na cidade. São através dessas parcerias que envolve-se as questões de contratação de artistas, por exemplo, e aumento da festa.

André Agra (SEPLAN/PMCG) participando da Mesa Redonda

André Agra (SEPLAN/PMCG) participando da Mesa Redonda.

Segundo André Agra (SEPLAN/PMCG), engenheiro civil e um dos convidados da Mesa Redonda, para a tradicional festa junina acontecer é importante fazer, antes, um balanceamento de tudo, “foi feita uma concorrência pública, estabelecida uma cota maior de investimento, disponibilização de edital com grade de shows e uma economia de quase 8 milhões de reais na realização do evento”, afirma André. Durante o debate na Mesa Redonda, ele comenta ainda que a presença espontânea das grandes mídias do país e de todo o mundo na cobertura do São João de Campina Grande acaba demonstrando uma internacionalização do evento.

Catharine Bento Brasil compondo a Mesa Redonda

Catharine Bento Brasil, ao lado de Giseli Sampaio, compondo a Mesa Redonda.

Ainda sobre o Maior São João do Mundo, Catharine Bento Brasil (SEDE-CG), que também integrou a Mesa, enfatizou a importância do processo de produção das quadrilhas, “as quadrilhas juninas são a essência dos festejos juninos e, por isso, é importante falar sobre suas produções que começam meses antes da grande festa”. Catharine destaca os produtos artesanais da cultura nordestina utilizados, como o tecido “fuxico” e suas estampas que marcaram o São João da cidade esse ano. O turismo em Campina Grande, durante o período junino, também foi abordado no debate. De acordo com Catharine, o turismo não é festa, mas sim uma atividade econômica que dá retorno financeiro à cidade, “é preciso deixar recursos na cidade, não só na capital João Pessoa, onde fica a maioria dos turistas durante a festa”. Para ela, os visitantes querem consumir mais elementos culturais durante o São João.

A Mesa Redonda sobre “Festejos Juninos e Parcerias Público-Privadas” contou ainda com a presença de outros convidados, sendo eles: Fabiana Moraes (UFPE), Flaubert Cirilo de Paiva (FIP), Gilbergues Soares (UEPB), Jô Mazzarolo (Globo Nordeste), Osvaldo Trigueiro (UFPB), Severino Lucena Filho (UFPB/UFRPE), Wills Leal (APC) e Zulmira Nóbrega (UFPB).

Convidados e alunos na Mesa Redonda sobre Festejos Juninos e Parcerias Público-Privadas.

Convidados e alunos na Mesa Redonda sobre Festejos Juninos e Parcerias Público-Privadas.

A quinta e última Mesa Redonda, à tarde, debateu sobre a “Pedagogia da Folkcomunicação e da cultura Popular”. Após o encerramento, o Folkcom ofereceu um café regional para convidados e alunos presentes, finalizando oficialmente a edição deste ano.

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