Os vendedores ambulantes que são vistos diariamente trabalhando no Parque do Povo, vêm reclamando do baixo movimento nas vendas deste São João em comparação com os anos anteriores. Eles relatam que o lucro obtido até agora está abaixo da média, e, para alguns, este fato pode ser atribuído à falta de grandes bandas nesta edição.
Rosicleide Nascimento, autônoma, trabalha há oito anos no São João de Campina vendendo bebidas. “Em edições anteriores, meu lucro já estaria por volta de R$ 3.000. Neste ano, ainda não consegui cobrir meus gastos para estar aqui”, disse a ambulante.
Outro exemplo da insatisfação dos ambulantes pode ser notado no depoimento de Maria José da Silva, 43 anos, ambulante há sete. “Este ano estou tendo que vir todas as noites da semana, em contraponto ao ano passado, para ao menos obter o que investi”, afirma.
Além do baixo movimento, os vendedores reclamam da concorrência que enfrentam com ambulantes não cadastrados. Cosme Henrique trabalha no São João desde a primeira edição, e relata que o movimento nos quiosques é cerca de cinco vezes menor que o visto nas barracas móveis. “Além disso, a rigorosidade com os produtos comercializados por eles é menor, contribuindo com os lucros”, declara.
Até o final desta edição do Maior São João do Mundo, os vendedores esperam uma melhora considerável no consumo, que possa vir com os grandes shows já programados para esta semana de encerramento, e obter o objetivo da grande maioria, que é uma renda extra durante o período junino.
Edição: Stefanya Neves