Logo após o corredor cultural com os festejos folclóricos, aconteceu a Marcha das Vadias, na Festa do Pau da Bandeira, em Barbalha. O grupo de manifestantes se concentrou na praça do Video e marchou logo após as atrações culturais, junto com o cortejo principal. Cartazes com frases de reivindicação, corpos pintados com o símbolo feminista e gritos de guerra atraiam olhares e a curiosidade das pessoas que ali estavam.
A intervenção da Marcha das Vadias no corredor cultural surgiu naturalmente na rede social Faceboook. Grupos feministas, estudantes, professores, jornalistas integrantes da comunidade participaram da Marcha. A intenção é de chamar a atenção da sociedade numa festa centenária, de grande importância histórica e cultural e que, segundo os manifestantes, tem um “apelo fálico”.
Ainda no momento da concentração surgiu um pequeno conflito, pois a Polícia Militar, já sabendo da manifestação, sugeriu que elas fossem para o outro lado da praça, pois estavam “embargando” o caminho do corredor cultural. Uma senhora chegou exaltada tentando retirar os cartazes , falando que aquilo era um desrespeito com a igreja.
Segundo a jornalista Raquel Arraes, uma das organizadoras da Marcha das Vadias: “a marcha não é apenas uma manifestação feminista e sim humanista, ela surgiu naturalmente e coletivamente nas redes sociais, todas e todos podem se apropriar dessa marcha e se Barbalha tem o direito de mostra sua cultura, as mulheres também tem o direito de expor suas lutas”.
A Marcha das Vadias acontece em várias cidades do Brasil. Através delas as mulheres podem discutir e reivindicar direitos e igualdade. A Marcha contempla, ainda, as mulheres negras, transexuais, travestis discutindo o que é ser homem e o que é ser mulher.
Direto de Barbalha – CE
Edição: Diógenes de Luna
Fotos: Caio César