Há cerca de três mil anos, no Egito antigo, surgiram os primeiros vestigios da utilização do couro de animais para a fabricação de objetos e artigos pessoais. No Brasil, essa prática remonta a época da colônia, através da intensificação dos rebanhos, os primórdios aqueciam-se e customizavam o couro, dando-lhe inumeras aplicabilidades.

O artesão , Edmar Vasconcelos
Edmar Vasconcelos, 40 anos, é artesão e trabalha com couro há quinze anos em eventos por toda a Paraíba, e no Parque do povo na época de Junho. Fazendo as suas peças manualmente, que vão desde as pulseiras até objetos de recordação.
“Trabalho com couro de bode vindo diretamente de cabaçeiras, além da resistência, as peças são customizadas, garantindo a durabilidade e estilo aos fregueses e turistas”, afirmou o artesão.

As artesãs Lilian Carla e Erika Regina
“Trabalhei durante sete anos com fios em macramê, mas já fazem três que invisto no couro, estou conseguindo uma excelente lucratividade, quero continuar, e passar para os meus filhos a arte de customizar o verdadeiro couro”, concluiu Erika Regina.
Virgulino Lampião e Luiz Gonzaga, grandes nomes , deixaram suas marcas na história tanto pela figura cultural, quanto pelas vestimentas caractarísticas. Hoje, comemorando o centenário do “Rei do Baião”, cada pessoa retrata através de uma peça em couro, a imagem desses homens que fizeram na sociedade um espelho para representação cultural do povo Nordestino.
Imagens : Antônio Carlos
Edição: Lidianne Costa