A pirâmide do Parque do Povo foi cenário para muitas danças, musicas e coreografias, no penúltimo dia do Maior São João do Mundo. Os grupos de dança “Tropeiros da Borborema” e “Companhia Projeções Folclóricas Raízes” abrilhantaram a noite dos visitantes que puderam ver de perto ritmos, figurinos e muita autenticidade nordestina.
Os “Tropeiros da Borborema”, que nesse ano completam de 33 anos de existência, dançaram três ritmos diferentes. A primeira dança referenciou os galopes dos burros e jumentos, a segunda dança foi o xote batido e a terceira foi a dança “Araruna”, dança oriunda do estado do Rio Grande do Norte. Segundo o dançarino Wesley Wilson, integrante do grupo há 6 anos, outros ritmos fazem parte do repertório do grupo como o “Enredo de Alagoas”, o “Frevo”, o “Bumba meu boi” entre outros. No currículo dos “Tropeiros da Borborema”, possuem várias participações em festivais internacionais em países como a Espanha, Portugal, França e Coréia do Sul.
A “Companhia Projeções Folclóricas Raízes”, com muito xaxado e canto, homenageou o cangaço com figurino de cangaceiros rico em detalhes. O grupo que existe há mais de 19 anos, “surgiu do desejo em manter a cultura nordestina sempre viva, celebrando o nordeste como um todo, tendo como principal estilo de dança o xaxado”, disse o dançarino Eduardo Neiva, integrante do grupo há 10 anos. O figurino, característico do grupo, leva em torno de 3 anos para ser feito e atualizado, Eduardo explicou como é o processo de construção do figurino. “Quem confecciona os figurinos é um amigo chamado Sérgio Nascimento, o figurino é feito através de pesquisas bibliográficas, filmografias e sobre tudo historiograficamente para se manter fiel a essência do cangaço, completou.
A penúltima noite na pirâmide do Parque do Povo se encerrou com a apresentação da quadrilha “Moleka 100 Vergonha”, quadrilha campeã paraibana e campinense de quadrilhas.

