Mesa redonda explora a cultura popular na última manhã do Folkcom

Campina Grande, 4 de junho de 2015  ·  Escrito por Débora Marx  ·  Editado por Carla Cordeiro
Mesa redonda mostra diversidade de explorações da cultura popular na era digital. Foto: divulgação

Mesa redonda mostra diversidade de explorações da cultura popular na era digital. Foto: divulgação

A última manhã do XII Seminário Festejos Juninos no Contexto da Folkcomunicação e da Cultura Popular começou às 09h da manhã desta quarta-feira (03), no teatro Rosil Cavalcanti, com uma mesa redonda acerca da cultura popular, interfaces e mediações em rede, mediada pelo professor doutor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Fernando Firmino, que conduziu a discussão entre os professores de jornalismo: Agda Aquino (UFPB/UEPB), Arão de Azevêdo (UEPB), Edwin Carvalho (UFCA) e Rodrigo Apolnário (UFCG/ UNIFAVIP).

O debate ficou marcado pela diversidade de abordagens e pela riqueza nas trocas de conhecimentos sobre a cultura popular e suas inúmeras manifestações nas plataformas digitais e redes sociais. O professor Arão de Azevêdo foi o primeiro a falar e dissertou sobre temas relacionados aos vídeos e imagens compartilhados via Whatsapp, categorizando-os e apontando as diversas apropriações que as pessoas fazem das redes sociais.

Na sequência, Rodrigo Apolinário, cordelista por vocação, apresentou ao público uma reportagem especial, feita por ele na época de repórter, toda rimada na arte do cordel. O professor ainda acrescentou como a rede social facilita expandir a cultura local, entrar em contato com artistas e mediar relações profissionais. “Nós estamos acontecendo na rede”, completa.

Pontuando a dualidade da internet, Edwin Carvalho se dedicou a um tema pertinente e atual: A depreciação da cultura em rede. O docente iniciou sua fala fazendo um breve panorama do que se entende por liberdade de expressão hoje e diferenciou os conceitos de preconceito,  discriminação e intolerância, seguindo sua explanação focando em como a mídia tenta uniformizar o país aos moldes “eixo Rio-São Paulo” e como isso reflete em racismo e segregação na internet.

Agda Aquino mostrou como a moda é também um elemento de cultura e expressão e de como esta precisa ser entendida e aceita como tal. Por meio da Xique Xique,  revista online produzida pelos alunos da UEPB da disciplina Comunicação e Moda ministrada pela professora, foi exemplificado como  é possível resignificar os códigos de vestimenta e retirar a “nossa moda” do discurso folclórico e colocá-la no cotidiano.

Concluídas as exposições, o público, formado por estudantes e profissionais da área, pôde perguntar e questionar os membros da mesa que seguiram respondendo as perguntas e fomentando o debate até o meio-dia. Para o professor Arão, falar para estes dois grupos distintos só tem pontos positivos pois o aluno, ainda em formação, se abre mais para realizar questionamentos, o que é muito gratificante. Já o público profissional entra também como agente retificador e acrescenta informações ao debate.

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