
Tão próximo e tão distante, não foi dessa vez que o Brasil levou o hexa. Foto: Rafael Costa
O brasileiro estava cheio de expectativas com este jogo. As últimas vitórias instigaram o povo. Durante a semana houve uma preparação para que a transmissão no Parque do Povo acontecesse na ‘Rua do fogo’, local onde ocorreu o incêndio nas barracas no dia 30 de junho. O novo ambiente, além do telão, ganhou várias mesas espalhadas pelo local, tomando um ar de praça de alimentação e conquistando o carinho de todos, no entanto, como é a céu aberto, a chuva não permitiu que ninguém ficasse lá, fazendo todos se abrigarem na Pirâmide, como nos outros jogos. Como diz o ditado popular “o bom filho à casa torna”. Não importa se em pé, no chão ou com cadeiras improvisadas – todos se juntaram para assistir ao jogo que tinha tudo para ser outra bela vitória.

Mãos na cabeça em cada chance de gol do Brasil, o mata-mata foi intenso do início ao fim. Foto: Steffanie Alencar
Em geral, foi um jogo complicado – muitas pausas e cartões amarelos, o time belga queria parar o jogo para ter vantagem. O gol contra marcado aos 14min do primeiro tempo, em um lance que a bola resvalou em Fernandinho e foi para o fundo do gol, assustou. Ainda havia tempo. Rapidamente um segundo gol: O dois a zero machucou a torcida – que sofreu a cada passe. Coutinho não brilhou, Neymar bem que tentou. Com o coração na mão, o brasileiro chegou ao segundo tempo. Tite solicita a entrada de Firmino, Douglas Costa e Renato Augusto. O camisa 8 marcou e reacendeu a esperança aos torcedores presentes no Parque do povo, mesmo assim, não foi o bastante. Choro e frustração – não foi dessa vez. O sonho acabou. O hexa não veio.
Torcedores ficaram desacreditados, a esperança conquistada a tanto custo acabou. “Sentimento de tristeza, porque a esperança era grande, todo mundo esperando o hexa. Mas é isso aí, um tem que perder, e a Bélgica fez um jogo bom”, disse Téo Alves Araújo, torcedor que acompanhou todos os jogos no Parque do Povo, e buscou se conformar.

Torcedores espantaram a tristeza com o forró d’Os Anselmos. Foto: Steffanie Alencar
“Tem dias que a bola não entra, mas a festa continua”, foi com essa frase que o vocalista do trio ‘Os Anselmos’ ajudou a amenizar a dor, e aos poucos a tristeza foi virando forró como uma espécie de preparação para os shows da noite de hoje. E se realmente ‘quem canta seus males espanta’, o torcedor que estiver na terra do Maior São João do Mundo, vai ter até o domingo (08) para aproveitar.
