Turistas e moradores se reúnem na Vila para valorizar a cultura e fortalecer o artesanato local
Reportagem: Kássia Queiroz
Fotografia: Kássia Queiroz
Edição de texto: Jossandra Almeida

Na tarde deste sábado (07), aconteceu mais um dia do São João da Vila do Artesão, em Campina Grande, evento este que oferece ao público, além de artesanato em diferentes materiais, muito forró e gastronomia regional. Com apresentações das bandas Aveloz e Palov no centro de entretenimento, a Vila recebeu um grande número de turistas e visitantes que buscavam por diversão e cultura no final de semana.
No período dos festejos juninos, este espaço destinado aos artesãos da cidade transforma-se em um destino muito procurado para aqueles que buscam experimentar a cultura nordestina. Dentre os visitantes, estão não apenas os moradores da Rainha da Borborema, mas há também quem vem de fora apenas para prestigiar o evento. É o caso de Maurício Nascimento, 24, que atualmente reside em Vertentes, no interior pernambucano, mas por indicação de amigos fez questão de ir conhecer a Vila, garantindo que, em outra oportunidade, também irá levar a família.
Outra visitante, Karla Vitória, 22, é natural de São Paulo e mora em Campina Grande há cerca de três anos. No entanto, ainda não havia prestigiado o evento e comentou sobre suas primeiras impressões: “Realmente é um lugar muito incrível, onde a cultura nordestina ganha vida e é celebrada de forma autêntica e emocionante. É um espaço que valoriza profundamente o trabalho dos nossos artesãos, que é extremamente rico e diversificado. É possível sentir a essência dessa cultura que é tão única.”, declarou.

É no mês de celebração do São João da Vila que os artesãos experimentam um aumento significativo nas vendas, graças à grande afluência de turistas que visitam o local neste período. Com a presença de mais pessoas, esses comerciantes têm a oportunidade de mostrar e vender seus produtos de forma mais ampla, que variam entre arte em madeira, cerâmica, couro, fios, pintura, literatura de cordel e gastronomia nordestina. Erinaldo da Silva, gerente de um chalé da Vila que comercializa discos antigos, afirmou que as despesas para manter um comércio neste local são pagas através dos lucros do período de São João e de outras fontes de renda.
Todos os artesãos da Vila sentem o impacto positivo do aumento do turismo durante o período de junho, independentemente do tipo de produto que vendem ou da técnica que utilizam. Severino Leôncio é dono do chalé 57, que comercializa diversos tipos de cachaças, também comentou sobre a diferença no número de vendas durante as diferentes épocas do ano: “O nosso trabalho do mês de junho garante as despesas dos próximos seis a oito meses, principalmente para os que estão localizados nessa rua principal da Vila. No entanto, quando passa esse tempo, as vendas caem cerca de 80%. Nesse caso, o que me ajuda é a aposentadoria. Por isso o São João é muito bom, para todos nós, e quando passa, a gente torce para que chegue de novo.”, pontuou.

A programação segue durante os próximos sábados do mês de junho, de 12h às 18h, com mais atrações musicais gratuitas que valorizam a cultura nordestina e o forró tradicional. Já o espaço segue aberto todos os dias da semana das 9h às 19h, com uma narrativa rica e multifacetada da cultura popular nordestina.
