O sertão ecoou no coração da Rainha da Borborema, em seu 161º aniversário. Como presente um show de poesia do grupo “Quinteto Violado”, composto por Deri Santana (flauta), Dudu Alves (voz e teclado), Sandro Lins (baixo), Roberto Medeiros (voz e bateria) e o campinense Marcelo Melo (voz e violão), no sábado (11), no Parque Evaldo Cruz, em Campina Grande.

O grupo se apresentou e foi um dos dias mais aguardados da programação promovida pela prefeitura, intitulada “Campina, a cultura que a gente faz”, que teve início na quinta-feira (9) e terminou no domingo(12), no Parque Evaldo Cruz, sendo gratuito e aberto ao público. O show contou também com um intérprete de Libras, garantindo acessibilidade às pessoas surdas. O evento teve o apoio da FAR Cultural e patrocínio do Instituto Vale Cultural, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura do Governo Federal.

O show contagiou a energia do local. Muitos estavam dançando, mas um casal chamou a atenção de todos, eles estavam ao lado da estrutura do palco, só eles, como se fosse uma festa particular, dançando um forró agarrado e apaixonado, era o casal Robélio Meira e Elaine Braga, que falaram um pouquinho sobre apreciar esse tipo de evento: “Campina Grande precisa disso, e nos campinenses sentimos falta da cultura…Do forró raiz e o show de hoje foi um prato cheio disso, por isso estamos aqui, amamos dançar! Dos 38 dias de São João, viemos 30.”, comentou Elaine.
Atualmente, o grupo cruza o país com a turnê “Sertão: um mergulho poético e sonoro nas raízes do Nordeste”. O show contou com músicas autorais e clássicos da música nordestina, com arranjos criados pelo próprio quinteto. Geraldo Vandré, Alceu Valença e o rei do baião Luiz Gonzaga foram alguns dos artistas que tiveram seus sucessos revisitados no espetáculo.Em suas redes sociais, o quinteto deixou registrado a alegria de ter feito o show “Foi uma celebração linda da nossa cultura e da força nordestina! Até a próxima, com muita música e poesia!.” E foi exatamente isso que ficou no ar naquela noite: música, poesia e pertencimento. O sertão e a cidade se encontraram em harmonia, num abraço entre tradição e modernidade. Entre versos, sanfonas e aplausos, o público saiu com o coração leve, levando consigo a certeza de que a cultura nordestina segue viva, pulsante e cheia de orgulho de suas raízes.

O GRUPO
O Quinteto Violado tem mais de 50 anos de carreira e foi criado em Pernambuco, no momento pós-tropicalista (1971), onde, desde o início, focou o seu trabalho na música regional e na valorização da cultura brasileira, lançando álbuns como Quinteto Violado (1972), Berra boi (1973), A feira (1974), Folguedo (1975), Missa do Vaqueiro (1976), Antologia do baião (1977), Até a Amazônia?! (1978) e Pilogamia do baião (1979).Desde então, já recebeu duas indicações no Grammy Latino, em 2012 e 2022, quatro prêmios e indicações no Prêmio da Música Brasileira (categoria Melhor Grupo Regional), além da Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo Ministério da Cultura e se apresentaram em diversos países da Europa, Ásia, América Latina e África, mostrando o poder da cultura nordestina, com seu estilo musical “Free Nordestino”.
