A noite foi marcada pela apresentação de artistas mulheres no palco principal do Parque do Povo, embaladas pelos ritmos do forró, sofrência, brega e piseiro.
Reportagem: Marcele Saraiva
Fotografia: Emily Piano
Editor: Diney de Melo

O segundo dia do Maior São João do Mundo reuniu centenas de pessoas na noite deste último sábado, 31. A música, a dança e o aroma das comidas típicas contagiaram o público, convidando todos a mergulhar em um momento inesquecível no coração de Campina Grande.
No palco principal, quem abriu a programação foi Gitana Pimentel, que emocionou a plateia com uma homenagem ao eterno Biliu de Campina. Ao som de “Galope Diferente”, ela exibiu a imagem do compositor no telão e expressou seu sentimento: : “O São João é estranho sem ele”.
Em seguida, Gitana cantou para o público o primeiro forró que aprendeu, “Bichinho de Estimação”, de Rita de Kássia, e misturou samba e rock and roll ao longo da sua apresentação . Ela também celebrou seu retorno ao evento após a edição de 2019, destacando sua satisfação em dividir a noite com outras artistas mulheres.

Na sequência, Raphaella Santos subiu ao palco e manteve o alto astral da festa. Com um show marcado por música, luzes e efeitos especiais , ela agradeceu ao público por mais um ano de apoio. Embalada por sucessos como “Quem É o Louco Entre Nós”, “Água com Açúcar” e “Eu Era”, a multidão cantava em coro e dançava agarradinho. Em sua segunda participação no evento, a artista celebrou o carinho que estava recebendo da cidade e a força do brega: “É uma honra imensa estar aqui fazendo parte!”.
Logo depois, foi a vez da jovem Mari Fernandez, de apenas 24 anos, que mostrou talento, simpatia e a força presente em sua voz. Durante a apresentação, ela fez questão de homenagear Odilon Wagner, apresentador do Maior São João do Mundo, e compartilhou com o público o chocalho que ganhou dele no ano passado. Emocionada, falou da saudade e do legado que ele deixou.
Encerrando a noite, Priscila Senna subiu ao palco com um figurino inspirado nas noivas das quadrilhas juninas, que ela define como “coração da quadrilha”. Unindo conceito, moda e tradição, a cantora destacou: “Me sinto privilegiada em estar no São João de Campina Grande. É o quarto ano que canto aqui.” Ela ainda revelou suas inspirações musicais, como Joelma e Simone Mendes, que nos próximos dias se apresentarão naquele mesmo palco.

Além desses grandes nomes, o Parque do Povo também abrigou diversas atrações culturais. O forró ecoava por todos os lados, e o público, envolvido pelo ritmo, dançava sem parar. Entre os visitantes, o professor universitário no Amapá, Cleyson Paiva, teve suas expectativas alcançadas: “Gostei muito da estrutura. Comparado com Rio de Janeiro, Minas Gerais e Manaus, aqui é bem maior. É sensacional. Espero retornar para viver um pouco mais dessa experiência. A cidade foi muito receptiva. A infraestrutura, o povo e a logística contribuem muito para o turismo.”
José Oduque, também professor universitário, elogiou a grandiosidade do evento: “Em número de dias e atrações, aqui acontece o Maior São João do Mundo. São mais de trinta dias de festa! Eu só venho para Campina Grande por conta do São João. A cidade é linda e muito atrativa.”

A segunda noite da festa não foi apenas uma celebração da música nordestina, mas também um verdadeiro encontro de histórias, memórias e conexões. Marcada pela presença de artistas mulheres, a noite destacou o protagonismo feminino no palco e na cultura. Cada apresentação deixou sua marca, seja pela emoção das homenagens ou pelas performances representadas em cada canção e figurino.
O São João de Campina Grande segue como vitrine da identidade e riqueza nordestina, fortalecendo tradições, promovendo o turismo e aquecendo os corações de todos que participam. E o melhor: a festa está apenas começando!
